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ultrassom pélvico

O que é?

O exame de ultrassom envolve a emissão de ondas sonoras para o interior do organismo; estas ondas sonoras são refletidas pelos órgãos internos, como ecos, e estes são em seguida captados por um aparelho capaz de transformá-los em imagens anatômicas. Nenhuma energia ionizante (raio X) está envolvida neste tipo de procedimento.

Nas mulheres, o ultrassom pélvico é mais frequentemente usado para examinar o útero, as tubas uterinas e os ovários. Como as imagens do ultrassom são obtidas em tempo real, elas podem mostrar movimentos dos tecidos e dos órgãos internos, e possibilitam a visualização do fluxo sangüíneo.

Utilização

A monitorização do desenvolvimento fetal é a principal razão é pela qual o ultrassom pélvico é usada.

Outras utilizações deste exame são:
# Avaliação de dor pélvica
# Avaliação de sangramento anormal ou de outros problemas menstruais
# Colaborar no diagnóstico de massas pélvicas, tais como os cistos de ovário e os tumores do ovário ou do útero.
# Avaliação de infecções pélvicas
# Orientar a realização de punção-biópsia por agulha
# Pode ajudar a identificar cálculos, tumores e outras alterações na bexiga, tanto nas mulheres como nos homens.


Preparação para o exame

Devem ser usadas roupas confortáveis no dia do exame. Em alguns dos exames, será pedido que uma grande quantidade de água (geralmente 6 copos) seja ingerida nas 2 horas que antecedam o exame, para que a bexiga fique cheia. A bexiga cheia ajuda na visualização do útero, ovários e parede interna da própria bexiga.

Equipamento de ultrassom

A aparelhagem que realiza a ultrassonografia consiste de um console contendo um computador, um monitor de vídeo e um transdutor. O transdutor é um dispositivo manual, portátil, que envia e recebe os sinais de ultrassom, e é usado para examinar o interior do abdômen. O transdutor é ligado ao aparelho de ultrassom.

O ultrassonografista espalha um gel lubrificante na parte inferior do abdômen do paciente, na área a ser examinada onde se localizam o útero e os ovários, e a seguir comprime o transdutor firmemente contra a pele, para obter as imagens.

O transdutor funciona ao mesmo tempo como um alto falante (que origina os sons) e um microfone (que os grava). Quando o transdutor é pressionado contra a pele, ele emite um feixe de ondas sonoras de alta freqüência, inaudíveis para nós. Na medida em que estas ondas ecoam dos tecidos e fluidos corpóreos, o microfone presente no transdutor salva a intensidade e tipo das ondas sonoras refletidas (ecoadas). As ondas refletidas são analisadas pelo computador do equipamento, que as transformam em imagens em tempo real, visualizadas no monitor.

Na medida em que o exame prossegue, as imagens mais representativas (tanto imagens em movimento como imagens estáticas) são armazenadas no computador do aparelho de ultrassom, podendo ser copiadas em disco ou vídeo, e/ou impressas em papel. Geralmente o paciente pode acompanhar visualmente o exame.

Técnica e interpretação do exame

O ultrassom pélvico convencional é feito através da parede anterior do abdômen, em sua parte mais inferior. Tipos especiais de ultrassom pélvico são os exames por via endovaginal e por via transretal. Estas duas técnicas não são objeto deste texto, por terem indicações diferentes e por usarem técnicas e transdutores diversos.

Para a realização do ultra-som pélvico, a bexiga deve estar cheia. O paciente é posicionado na mesa de exames, de modo a ficar confortável, e um gel cristalino é aplicado sobre a pele da parte inferior do abdômen. A função do gel é melhorar o contato entre o transdutor e a pele.

O transdutor é aplicado firmemente contra a pele, obtendo-se as imagens. Pode haver algum desconforto durante a pressão do transdutor, devido ao fato da bexiga estar cheia.

O exame é indolor. Ao término do exame, muitas vezes é solicitado ao paciente que espere por alguns minutos, enquanto o ultrassonografista analisa as imagens e muitas vezes já prepara o laudo médico de imediato.

O exame é interpretando por um ultrassonografista, que é, em boa parte das vezes, um radiologista. Este profissional é o responsável pelo laudo final, e também assina o documento.

Benefícios da Técnica

# O exame não é invasivo e é indolor
# É uma técnica amplamente disponível e de fácil uso.
# Não utiliza radiação ionizante, como nos exames de raios-X
# Permite obtenção de imagens em tempo real
# Possibilita a análise de movimentos

Riscos da Técnica

# Não há riscos descritos desta técnica em seres humanos

Limitações da técnica

# Não é boa técnica para visualização de cavidades ou órgãos que contenham gás
# Pacientes obesos apresentam maior dificuldade para visualização das estruturas
# Permite visualizar apenas a superfície externa dos ossos
Fonte: American College of Radiology (ACR) e Radiological Society of North America (RSNA).
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